O nariz é um órgão altamente especializado responsável principalmente pela respiração, umidificação, filtração, proteção e fonação. Quando alguns fatores internos ou externos fazem com que ele não exerça adequadamente suas funções, um dos sintomas que aparece é a obstrução nasal: o famoso nariz entupido!
O ser humano, frente à obstrução nasal, fica inquieto, irritado, com voz anasalada, com insônia, boca seca, roncos e até apnéias. Sendo assim, ele se vê na situação de usar medicamentos tópicos (gotas nasais descongestionantes), que proporcionam rápido alívio da congestão nasal. Estas situações são mais comumente vistas nos casos de gripes e resfriados. Porém, existem pessoas (e não são poucas!) que ficam completamente viciadas em gotas nasais, pelo uso abusivo ou uso por muito tempo. Isto gera uma dependência psicológica. Não conseguem ficar sem o medicamento; que causa angústia quando este está acabando ou acabou e se está sem. Geralmente se tem um frasco de reserva na bolsa, no carro, na gaveta do escritório ou no criado de cabeceira! Estes medicamentos tem o efeito d de descongestionantes nasais, são de ação rápida e contêm na fórmula substâncias a base de vasoconstritores ( o que faz desentupir). Existem outros medicamentos para se usar no nariz, tipo “bombinhas” (sprays), que são próprios para tratamento de rinite alérgica, não causam dependência, porque não contêm substâncias vasoconstritoras na fórmula.
O uso indiscriminado e/ou crônico pode acarretar taquicardia (palpitação), pois o remedinho “abre” o nariz, mas “aperta” o coração fazendo-o disparar, mesmo o paciente estando em repouso. A taquicardia constante pode levar a arritmias e/ou a pressão arterial alta (hipertensão arterial sistêmica). Pode aparecer perda parcial ou total do olfato, que pode ter caráter reversível ou não, quando se tira o medicamento. Este agride as células olfatórias em proporção variável de paciente para paciente.
Após usar as gotas nasais, este tem um tempo de ação que, com o passar dos meses ou anos, diminui cada vez mais, levando o paciente ao uso constante. Quando passa o efeito, parece que piora mais do que antes de pingar, e o paciente se vê no direito de usar de novo. Com o uso constante, o organismo do paciente passa a se “acostumar” com o remédio, e ele, ou pinga mais gotas mais vezes, ou troca por um “mais forte”, e aí se fecha o círculo vicioso.
Existem várias doenças que obstruem o nariz, como a rinite alérgica, que leva a formação de uma massa intranasal, que são os cornetos que ficam aumentados, conhecidos pelos leigos como “carne esponjosa” (não é adenóide). Existe também os pólipos, os desvios de septo, os tumores (benignos ou malignos) que levam a obstrução nasal.
Muitas vezes quando se procura um especialista, ele pode, com tratamento clínico, desvincular o vício do paciente. Outras vezes é preciso cirurgia para resolver o problema.
Portanto, não pingue remédio no nariz sem saber! Não use remédio que o médico prescreveu para o seu amigo. Pode ser que prá você não seja o específico. Na dúvida, frente ao problema, consulte o especialista; ele vai lhe orientar melhor, pois as consequências do uso crônico ou indiscriminado são piores e você acaba não resolvendo o problema.
Dr. Deocir Carvalho de Lima
Médico Otorrinolaringologista



A medicina tradicional Chinesa é a arte de tratar e prevenir doenças e teve sua origem na China há cerca de cinco mil anos. Está baseada no 

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