Conheça a história de Antônio Francisco Cândido (Toninho), o homem que soube fazer de sua origem humilde uma base para a vida literária.
Antônio Francisco Cândido, articulista e poeta, nasceu em Pouso Alegre/MG, no dia 23 de julho de 1968. É filho único de José Francisco Cândido e Margarida Cesário Cândido, ambos já falecidos. Funcionário público da Prefeitura de Pouso Alegre, lotado na Secretaria de Cultura, trabalhando como auxiliar de serviços no Teatro Municipal.
Iniciou seus trabalhos na Prefeitura de Pouso Alegre no dia 07 de Outubro de 1999, como coletor de lixo (lixeiro), mediante concurso público. Exerceu esta função até o ano de 2001, quando, estando de férias, sofreu um acidente que o impossibilitou de continuar na função de coletor de lixo. Após sua recuperação passou a trabalhar como gari.
Antônio Cândido começou a trabalhar cedo, aos oito anos de idade, como engraxate. Profissão que exerceu até os quinze anos, indo depois trabalhar na zona rural, principalmente nas lavouras de batata, um dos grandes alicerces da economia da cidade de Congonhal/MG, onde viveu toda sua infância e reside até hoje.
Estudou na Escola Estadual Mendes de Oliveira, de 1979 a 1984, em Congonhal, quando concluiu o Ensino Fundamental. Em 1988 ingressou no Seminário Santo Antônio Maria Claret, em Pouso Alegre, onde em 1990 concluiu o Ensino Médio e retornou a Congonhal. Trabalhou em diversos estabelecimentos da cidade até ingressar no Serviço Público Municipal de Pouso Alegre.
Seu contato com a escrita deu-se cedo, uma vez que sempre gostou de ler e escrever. O 1º livro que leu foi “Zezinho, O Dono da Porquinha Preta”, do escritor Jair Vitória. Alguns livros que o marcaram foram: “Helena”, de Machado de Assis; “Olga”, de Fernando Morais; “Os Miseráveis”, de Vitor Hugo; e “O Meu Pé de Laranja Lima”, de José Mauro de Vasconcelos, dentre outros.

e pela vice-presidente, Ambrosina Freitas Paiva (dir.)
Seu 1º trabalho literário intitulou-se “A Democracia e Seus Enigmas”, de forte conteúdo político, publicado pelo Informativo SISEMPA (publicação oficial do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Pouso Alegre. O primeiro reconhecimento ao seu trabalho veio da cidade onde mora, Congonhal/MG, com o Certificado “Talento Literário”, em Novembro de 2004, pela poesia “Minha Querida Congonhal”. De lá para cá já se somam 14 as premiações e reconhecimentos recebidos pelo escritor em todo país como: Barra Bonita/SP, Itajubá/MG, Belo Horizonte/MG, Porto Seguro/BA, Brasília/DF, Cruz Alta/RS Volta Redonda/RJ, Campina Grande/PB. Sendo a última, também na Paraíba, na cidade de Patos, no IV Concurso Nacional Permanente de Poesias do Semi-Árido do Nordeste Brasileiro, em Dezembro de 2009, onde recebeu Menção Honrosa com a poesia “Minutos”, que foi selecionada para a Antologia Nordeste de Poesia.
Cronista do jornal Diário, de Pouso Alegre (antigo Diário do Sapucaí), teve sua primeira crônica publicada no referido jornal no dia 05 de Maio de 2004, intitulada “Os Ébrios do Poder”.
Escreve sobre os mais variados assuntos como: política, esporte, religião e história. Pauta seus textos (crônicas) pela sinceridade, seriedade, honestidade e, sobretudo, por palavras de cunho simples e de fácil análise, levando o leitor a tirar suas próprias conclusões.
Além de crônicas, escreve poesias, e busca nestas, levar alegria e entretenimento ao leitor, levando as pessoas a relembrarem seu passado e buscarem reflexões e alternativas para o futuro.
Alguns de seus textos causaram polêmicas, entre eles: “8 x 6 ou 6 x 8”, “Pagando Promessas”, Inflação de Igrejas ou Comércio de Fé?”, “são os Estados unidos O Guardião da Democracia?”, “Meias Verdades I, II e III”, além de outros. Entre suas poesias mais comentadas estão: “Um Minuto”, “Palavras”, “O Gari”, “Professor”, “O Incrédulo de Deus”.
Ao todo já escreveu 250 crônicas e 180 poesias, sendo que, como poeta, em apenas cinco anos, já conquistou 14 premiações em várias partes do país. A última, uma Menção Honrosa, conquistada no IV Concurso Nacional Permanente de Poesias do Semi-Árido do Nordeste Brasileiro, com a poesia “Minutos”. Além das premiações, o escritor tem poesias publicadas em 11 antologias.
O escritor, que gosta de pescar, andar de bicicleta e torce para o Palmeiras, se diz realizado com os trabalhos que tem, e conta que, pela sua origem humilde, pelas dificuldades que já enfrentou diante do descrédito de alguns em relação a novos artistas, seu sonho agora é criar em Congonhal, uma Academia de Letras, para reunir os antigos e novos escritores.
Minutos
Minutos de alegria,
Minutos de fraqueza,
Minutos de ódio e dor,
Minutos de raras belezas.
Minutos que passaram...
E não voltam mais.
Minutos que se perderam;
Entre suspiros e ais.
Minutos de um amor profundo,
Que marcou toda uma vida.
Minutos que se transformaram em horas,
De uma felicidade contida.
Um beijo dura poucos minutos,
Que às vezes não conseguimos sentí-lo.
O ódio e o rancor duram décadas,
Que em tudo devemos excluí-los.
Poesia selecionada para a Antologia Nordeste de Poesia, em Dezembro de 2009, em Patos na Paraíba.




